Sistema
O Sistema Altoriano é um sistema bastante singular em termos astronômicos: trata-se na realidade de um micro cinturão de asteroides, que circundam entre si harmoniosamente sem se chocar. Os anéis de Altor e de Zemus talvez tenham sido outros planetas que existiram no passado, que se chocaram entre si ou com o planeta principal. As características de gravidade de todos os planetas é muito semelhante, com exceção de Altor e Zemus.
Os planetas
Os planetas componentes do Sistema são 11 ao todo, onde três são inabitados. Trs’sar é um pequeno asteroide sem atmosfera, mas possui uma base reptilon funcionando lá com 3 mil colonos encarregados de extrair minérios. São eles: Altor, Nultor, Entor, Pantor, Córdoba, Criomn, Organus, Retromnia, Graios, Trios e Trs´sar.
Fenômenos
Eclipses
Os eclipses nos planetas do Sistema são fenômenos bastante comuns, ocorrendo com uma frequência bastante elevada à medida em que se aproxima de Zemus ou de Altor. Os eclipses mais belos de se ver são os eclipses de Trios, pois a crosta cristalina do planeta se transforma num gigantesco prisma que fragmentam a luz solar num espectro de cores variadas. Outro fenômeno decorrente de eclipses é o das grandes noites.
As grandes noites
Alguns planetas sofrem o fenômeno das grandes noites, quando a sombra de Altor os cobre por longos períodos. As grandes sombras são na realidade eclipses totais do Sol, que são bastante frequentes no planetas do círculo interior da órbita de Altor (Entor, Nultor, apesar deste estar na eterna sombra, Kórdoba e Pantor). A grande noite de Entor ocorre durante cinco dias a cada 243 dias padrão. Em Kórdoba, a grande noite dura 30 dias de 1458, onde as temperaturas externas do planeta caem a até 30º negativos. Em Pantor, a grande noite ocorre a cada 121 dias, durando dois dias. Nultor enfrentará daqui a cem mil anos meia rotação em Altor, o que significa que estará fora da grande sombra por mais 130 mil anos.
Línguas
Cada espécie possui sua comunicação nativa, mas a partir dos primeiros contatos entre humanos e reptilons ficou estabelecido como língua diplomática a variante da principal língua humana falada, o Txaill, proveniente de Entor. Com o passar do tempo, elementos das línguas faladas em Kórdoba, Nultor e Trios até então foram acrescentados ao Txaill. O Txaill evoluiu para uma língua fácil e acessível a todas as raças do Sistema. Desta forma foi rebatizada de língua principal, e lentamente unificou as línguas faladas entre os humanos. Entretanto, ainda existem grupos étnios que se utilizam de dialetos originários das treze principais línguas humanas antigas, como os andarilhos de Altor, ou até mesmo comunidades do deserto de Entor.
Contagem do tempo
O tempo no Sistema é contado com o sistema padrão. Uma rotação de Zemus corresponde a um dia padrão, que se divide em 24 horas. O ano possui 360 dias, e os meses possuem 30 dias.
Características do Sistema

* em bilhões
Mapa do Sistema

Viagens Espaciais
As viagens dentro do Sistema obedecem a um rígido mapa de Navegação, com sentidos pré-determinados para as naves que vêm de e as naves que vão para determinados planetas. As Rotas do Sistema, como são chamadas, são obedecidas por todas as naves. Outro aspecto importante a ser levantado é o número incrivelmente pequeno de naves pessoais, ou seja, naves que carreguem menos de 50 passageiros e que não possuam compartimentos de carga. As viagens espaciais são investimentos dispendiosos, além de extremamente perigosos. As naves são divididas em grandes grupos que especificam seu tipos, velocidades de cruzeiro e máxima, além de armas (caso seja válido) e equipamentos para pouso nos planetas. Todas essas características podem ser quantificadas de acordo com as regras do GURPS Space. Segue uma descrição por alto dos grupos de naves:
Classe I
O primeiro grupo pertence às meganaves, como Nova Nultórion, Altórion, Estação Hastr´ss e o Portão 64, que oscilam entre estações espaciais, satélites gigantes e naves mater. Tais naves possuem capacidades para acomodar até 10 milhões de pessoas, como Altórion, incluindo um corpo inicial de tripulantes de até 500 mil. Tais naves servem como estações avançadas de pesquisas científicas, postos militares, estações espaciais, satélites de comunicação de longo alcance, além de providenciar moradias para seus tripulantes. Tais naves não possuem motores para transportá-las além de pequenas correções em suas órbitas, logo dados como velocidade são completamente dispensáveis.
Classe II
O segundo grupo engloba as naus capitanias, os grandes carros chefes das companhias de Transporte, naves com capacidades de transporte de até 50 mil pessoas, em diferentes níveis de classes, incluindo 5 mil tripulantes, além de habilitadas a transportar até 20 mil toneladas. Tais naves são de manutenção cara, porém oferecem retornos financeiros absurdos a seus provedores. Normalmente tais naves pegam rotas distantes para cobrir, mas também podem fazer rotas de curta distância. As velocidades médias de tais naves vão de 9 a 17 megâmetros por hora.
Classe III
O terceiro grupo é das naves de transporte, especializadas em transportar cargas pesadas, usadas na extração de minérios e transporte de água. Possuem tripulações ínfimas em relação aos grupos anteriores, de 10 a 50 tripulantes, e raramente (exceto transporte ilegal de escravos) transportam cargas vivas. Suas capacidades de transporte variam de uma até 100 mil toneladas, como a Luminata, a maior de todas. Suas velocidades oscilam (de acordo com a carga também) de 6 a 18 megâmetros por hora.
Classe IV e V
O quarto grupo envolve as naves de médio porte, correspondentes em função às naves de classe II e III. Suas capacidades raramente excedem os 5 mil passageiros, com tripulações que variam de cem a quinhentos membros. Tais naves são habilitadas a fazer também pousos nas superfícies dos planetas, terminando as operações de transportes de grandes cargas, cujas naves nunca conseguiriam pousar em segurança devido ao colossal peso que a aceleração da gravidade colocaria em suas estruturas. As naves de classes IV e V normalmente fazem percursos de curta distância, transportando passageiros entre os planetas mais próximos. As naves de classe IV têm velocidades de 11 a 19 megâmetros por hora, enquanto as de classe V de 8 a 20 megâmetros por hora.
Classe VI
A classe VII é a das chamadas naves pessoais, com tripulações de até 50 membros e capacidades de transporte das mais variadas. Tais naves são caras porém relativamente acessíveis, e dependendo do tempo de uso delas o preço pode ser realmente uma ninharia. tais naves possuem toda a escala de velocidades, podendo fazer velocidades inferiores a 1 megâmetro por hora até mais de 25.
Classe B
Segunda classificação, B, é a de naves de combate e militares, que precisam de autorizações especiais para serem pilotadas, por serem naves equipadas com armas. Tais naves, entretanto são usadas por todo tipo de tripulação, desde piratas e caçadores de recompensas até simples cargueiros que não desejam perder suas preciosas cargas.