
Dois anos depois da entrevista, passo para dar uma olhada no ZBCast e vejo 20 comentários! Realmente, não imaginava que a entrevista pudesse “render”, mas enfim… rendeu. Peço desculpas pela minha forma de agir durante a entrevista, se pareci arrogante é porque de fato o fui. Mas o tempo ensina e amadurece as pessoas. Pois bem, informo que dois anos depois algumas coisas mudaram a respeito da forma de enxergar a vida. Não existe forma certa de jogar e não há necessidade de se fazer todo um sistema de regras se pretende ter mais imaginação à mesa… Leva tempo para enxergar algumas coisas, mesmo que óbvias. Contudo pensar que possam ter usado uma ideia solta na internet não é loucura alguma (a tal novela usa a ideia de que cada um é corrompido por um pecado específico e citam um “pacto/contrato” com uma entidade – ambas as ideias do sistema em seu estado embrionário e que foram divulgadas em um website bem tosco do Geocities [de minha autoria], mas enfim…).
Quando teci meu comentário, sabia que muitos pensariam ser “doidera”, afinal isso poderia ocorrer com qualquer pessoa “importante” e jamais com “um de nós”; se olharem bem pode ter sido uma grande coincidência MESMO, ou não. Cada um com sua loucura… O livro não tem pretensões de gerar lucro, é de graça e segue por reformulações, em breve sai o “lite” das novas regras e um pedaço do cenário (criar um sistema e um cenário consome tempo e exige estudo, acreditem não tem sido simples conciliar RPG com trabalho e concursos).
A ideia de nomear o sistema como “Phantasía” é a de fazer alusão ao item que creio ter se perdido nas mesas de RPG, que é justamente o elemento imaginativo. Phantasía significa justamente imaginação. É frustrante ver pessoas preocupadas em rolar dados ao invés de trabalhar em equipe dentro de jogo… Mas cada tipo de jogo tem suas peculiaridades. O tal realismo extremo do Phantasia existe justamente para que haja imaginação; pensamento e formulação de ideias – o ser humano é frágil e não consegue resolver tudo por meio da força. O sistema não buscou ser “realista ao extremo”, mas ético com as ações e consequências. O sistema tem falhas que estão sendo corrigidas. Igualmente sua proposta tem sido amadurecida, como disse anteriormente: só o tempo para ensinar e amadurecer.
Quando concedi essa entrevista, eu tinha coisa de 22 anos de idade, era um pirralhão… Igual à maioria dos jovens: sonhador, idealista, cheio de boa vontade, doido pra fazer as coisas funcionarem da forma “correta” e desejosa de mudanças rápidas. Daí parte a citada arrogância. Era bastante imaturo… E nessa idade quem não o é? Hoje tenho quase 25 (aniversário em 30 dezembro), formei-me em Direito (daí a palestra…), aprendi com a vida (tem muita coisa que se pode aprender apenas observando e refletindo… Em dois anos muita coisa acontece). Hoje sou menos imaturo, mais aberto a ouvir e enxergar… e menos arrogante, portanto.
Quem tiver interesse em me conhecer melhor e conversar (ou me xingar… é uma possibilidade), sobre RPG ou qualquer outra coisa, basta me adicionar no MSN: jovemgafanhoto@hotmail.com.
Grato por todos os comentários. Desculpem por qualquer ofensa.
Até breve.