
A irmandade do cartucho
Saudações sobreviventes da ZBC! Hoje vamos remexer rapidamente no baú para falar de Hunter: The Reckoning. Devemos reconhecer que depois de vampiros, licantropos, magos, fadas, fantasmas, etc., um mundo cheio de bichos, alguém deveria por ordem. E nada melhor do que humanos, mas um triste humano não pode fazer nada contra tantas criaturas poderosas que vivem as sombras do mundo, assim esses humanos foram imbuídos com poderes destrutivos, temos assim Caçador: A Vingança.
O penúltimo membro da família Mundo das Trevas rompeu todas as barreiras, tanto assim que converteu em um grande êxito. É possível que o fato de ser menos “Trevas” tenha facilitado a entrada de novos jogadores, isso, e a estratégia comercial focando-se em um público novo, mais jovem. Caçador: A Vingança foi publicada em 1999, ao final da década que inaugurou Vampiro. Para os que não recordam os anos noventa teve em 1991 o Exterminador do Futuro 2 e 1999 foi o ano de Matrix. Os tempos mudaram, e isso foi entendido pela White Wolf de maneira bem acertada. Por um lado, necessitavam aplicar um pouco de pressão sobre uma megatrama saturadíssima de historias paralelas e de crossovers bizarros.
Em Caçador: A Vingança você interpreta um humano que ouve em sua mente o chamado que desperta sua Segunda Visão, e com esta visão os seres sobrenaturais não podem mais enganá-lo. Se nesse ponto você não estiver enlouquecido, você descobre que têm fantásticos e destrutivos poderes para acabar com todos esses animais. Ou talvez salvá-las de seu tormento, inclusive chegar a algum acordo. Mas definitivamente, tomar as rédeas do mundo. Converte-se em um Caçador, adscrito a um Credo que dividem as atitudes destes no mundo sobrenatural, desde os sanguinários Vingadores até os misericordiosos Redentores.
Há uma característica especial em Caçador: A Vingança. Supomos que os caçadores combatem o resto dos seres que apareceram em jogos anteriores, mas o livro básico de Caçador, não têm informações sobre eles, grande parte das criaturas que descrevem são zumbis ou abominações similares. Considero isso uma vantagem, uma vez que dispõe de uma saída simples com regras para decidir sobre a interação dos poderes contra outras criaturas sobrenaturais.
É injusto taxar Caçador: A Vingança de jogo simples e vazio. Foi o que Lobisomem fez sem querer: acrescentar sangue nas mãos dos personagens e ação desenfreada; algo parecido com uma película de zumbis. Caçador se adaptou ao mercado freak como os videogames e a internet (http://hunter-net.org), tanto que teve jogos de videogame de êxito. Tornando-o uma das melhores linhas do Mundo das Trevas, o que basta para garantir um lugar nas estantes de todos os fanáticos pela ambientação. Mas não devemos esquecer-nos das madrugadas jogando Caçadores Caçados…

No próximo iremos falar de Wraith: The Oblivion. Até a próxima e que rolem os dados…