
Na década de 80 seguindo o sucesso de vários games do extinto atari, chega as bancas o gibi do Esquadrão Atari, que contava as aventuras de um grupo de cinco astronautas. Baseado em games de tiro do tipo naves espaciais da época como Defender, Berzerk, Star Raiders, Phoenix e Galaxian, os quadrinhos eram inspirados neles e vice-versa. Histórias muito coloridas, com naves espacias, alienígenas pervesos e com um enredo infantil – estas revistas não chegaram a ser publicada no Brasil.
Mas no final dos anos 80 agora sob os direitos da DC Comics o Esquadrão Atari volta a ser publicada, agora com a bela arte de José Luiz Garcia Lopez (uma referências da DC) e com roteiro muito bem escrito por George Conway (Crise das Infinitas Terras).
As novas aventuras do Esquadrão Atari seguem a cronologia de seus antecessores, não como revisão, mas dando continuidade agora em um universo expandido, muito rico e extenso. Como a serie clássica imaginava um futuro vinte anos à frente, em 1998 a primeira colônia terrestre passava a habitar a Lua, e logo passou a sofre ataques de uma armada alienígena hostil, então o comandante Martin Champion, sua futura esposa Lydia Perez e seu Esquadrão Atari foram os grandes heróis desta guerra.
No ano de 2004 Lydia Perez começa as primeiras pesquisas a respeito do multiverso, que acarretaria no primeiro encontro do Esquadrão Atari com seu arquiinimigo conhecido apenas como o “Destruidor Negro”.
Em 2028 começam as aventuras da nova formação do Esquadrão Atari, liderados por Martin Champion, seu filho Tempest, Morpheia, Dart, Hukka, BlackJack e Babe. Eles passam a correr contra o tempo cruzando não só o nosso universo, como outros cinco dentro do multiverso, muitas vezes contrariando as ordens de seus superiores para deterem os planos do Destruidor Negro.
O Esquadrão Atari é uma das pérolas dos quadrinhos, com uma narrativa adulta para a época, com personagens muito interessantes especialmente por suas limitações, não são um grupo de super-herois cheios de músculo e pouco cérebro. Eles são unidos por laços de amizade e constituem ao longo da série como uma família, suas histórias eram entrelaçadas de forma magistral. Pode-se sentir em sua arte e roteiro não só a influencia de StarWars, mas tem fortes traços da ficção cientifica dos anos 80. É uma obra leve e simples, mas possui uma trama muita bem escrita e continua.
A violência não é explorada assim como um mero substitutivo para a falta de criatividade. A ação e o suspense são o ponto principal da história, mas com aquela pincelada certa de humor e drama. Perseguições, reviravoltas, planos mirabolantes, conspirações e traições recheiam toda a trama.
Cada um dos personagens é muito cativante, o mercenário BlackJack, segue a velha formula de malandro e esperto, mas ia muito além do esteriotipo. Hukka é o alienígena trapaceiro e covarde, mas cuja curiosidade o colocava nas maiores enrascadas. O próprio protagonista Tempest mesmo tendo muitos dos elementos que faz o herói juvenil, como característica coragem e ingenuidade, se via as voltas nos mais diversos dilemas morais inclusive contra o próprio Martin Champion e sua namorada (se é que se pode dizer) Morpheia.
O saudoso HQ Esquadrão Atari é uma das melhores lembranças da minha infância, suas estórias foram descontinuadas, mas em suas últimas páginas eles tomam a decisão de cruzar o portal do Multiverso em busca de novas aventuras. Ou seja, algum dia eles podem voltar, no entanto não sei se a formula funcionaria em uma roupagem dos dias de hoje as vezes as boas coisas realmente pertencem a um nostálgico passado.
Fica aí a recomendação de um “fan boy” incondicional.
Grande lembrança; Curtia muito as histórias deles na Heróis em ação…
Grande lembrança!
“…as vezes as boas coisas realmente pertencem a um nostálgico passado.”
Que dramático…
A estória parece ser legal. Nem foi preciso dizer pq um rpgista deveria ler tais estórias.
Cara! Essas historinhas eram muito legais! Já tinha esquecido desse treco.