
Saudações sobreviventes da ZBC! Hoje vamos falar sobre mundos inventados… Como quase tudo que sempre falamos por aqui! Você sabe que é um sobrevivente da ZBC quando sabe mais de 20 mundos fictícios e quando esses mundos não são suficientes, partindo então para criação de sua própria ambientação. O que em inglês é chamado de “Worldbuilding” e há muitos livros sobre esse tema.
Geralmente essa idéia nasce para ajustar as regras de jogo e da ambientação ao tipo de historia do narrador… Por fim, dar-se que o grupo de jogadores fortalece o cenário com inúmeras aventuras, num processo de criação coletiva, modificando textos e regras. Em um ano, o narrador está com dezenas de coisas escritas, mapas, nomes de personalidades, países criados, idéias de tramas, etc… Além de arquivos digitais.
Não precisamos falar de Tolkien, todos já sabem que uma grande quantidade de jogos foram baseada em seus escritos e muitos mundos são clones da Terra Média. Portanto, não é estranho que a febre de criação seja algo presente na comunidade de rpgistas, afinal não há nenhum rpgista que não tenha criado uma ambientação ou sistema.
Há duas razões principais para começar a criar uma ambientação de jogo: por um lado, criar um cenário para suas aventuras. Nestes casos você tem uma idéia clara do que gosta de outros cenários, basta fazê-lo a sua maneira. Mas por outro lado, também se pode criar um mundo pelo prazer de cria-lo. Ambas as motivações são respeitáveis. Com o objetivo de facilitar sua árdua tarefa, ofereço uma serie de links disponíveis na rede para os amprendizes de criadores de mundos. A maioria estão em inglês…
Um clássico entre os clássicos é o artigo de Richard Staats sobre modos de criação de mundos. Nos oferece uma serie de passos a seguir se queremos criar nosso mundo desde sua base, com deuses, cosmologia, etc. Vocês podem baixar o pdf clicando aqui. O site sobre Worldbuilding de Rich Staats é o seguinte: Rich Staats RPG/World Building Articles.
Outro clássico: A lista de perguntas sobre worldbuilding de Patricia C. Wrede. É uma lista enorme sobre o tema como arquitetura, arte, guerra, comercio etc., de distintas culturas. Não dá respostas, mas ajuda a lembrar que as mesmas precisam ser respondidas e você deve pensar nisso quando fizer seu mundo. Clique em: Patricia Wrede Worlbuilding Questions.
Um excelente recurso é o Mythopoet’s Manual escrito por Loren Miller. Foi um dos primeiros a tratar do tema e ainda continua fabuloso. Fala sobre a criação de religiões, sobre o espaço sagrado, as organizações religiosas.
A série de “Dungeoncraft” de Ray Winninger foi publicada na revista Dragon (edição americana), muitos anos atrás. Tanto, que agora os 29 artigos estão disponíveis na internet de forma gratuita. Está mais orientada a criação de aventuras e campanhas.

A série de artigos A Way With Worlds de Steven Savage é também excelente.
Se você quer dar uma de lingüista, nada melhor que o Language Construction Kit de Mark Rosenfelder. É um estudo sobre a linguagem e sua evolução, sendo um guia para criar seus próprios idiomas. Algo muito complexo para uma ambientação de grupo. As línguas inventadas são conhecidas por “conlangs” e tem alguns malucos que são fãs desse passatempo. Alguns se ocupam de expandir línguas como Klingon, Quenya e o Esperanto. No mesmo site há uma seção dedicada a seus mundos, por exemplo, Verduria, com uma linguagem muito desenvolvida e alguns mapas impressionantes.
O Magical World Builder’s Guide de Stephanie Cottrell Bryant é completa e tem uma boa bibliografia.
A página Holly Lisle tem uma grande quantidade de artigos não só para criação de mundos, mas também para que quer escrever. Não deixe de conferir o Worldbuilding Questions.
Por último, mas não menos importante, temos o excelente material em português, Curva de Desenvolvimento, produzido pelo grupo “O Círculo” e postado na RedeRPG em 2005… depois sendo repostado no Área Cinza.
Há muitas outras páginas, infelizmente conheço apenas algumas, espero que sirva ao criadores de mundos e acredito que será um bom ponto de partida. E como dizem no país Basco: “tudo que tem nome, existe”. E que rolem os dados…