
Título no Brasil: Casshern – Reencarnado do Inferno
Título Original: Casshern
País de Origem: Japão
Gênero: FC/Drama/Aventura
Tempo de Duração: 141 minutos
Ano de Lançamento: 2004
Direção: Kazuaki Kiriya
Baseado em um animê da década de 70, Casshern se passa no futuro onde a poluição e as guerras entre Eurasia e Zona 7 vem paulatinamente destruindo o planeta. Veja a abertura do animê abaixo:
Como forma de salvar os soldados e civis feridos na guerra, o cientista Azuma, cria as Neo-Células, que são capazes de reconstituir qualquer mutilação ou dano sofrido pelo corpo humano. Mas o inesperado acontece, uma estranha força age sobre os enormes tanques do laboratório, dando vida a uma nova espécie, chamada de Neo-Sapiens. Perseguidos e quase exterminados pelos homens, esses novos seres iniciam uma violenta cruzada de extermínio a raça humana, para eles, a grande responsável por todos os males do mundo. Casshern é Tetsuya, filho de Azuma, que morto na guerra, é ressuscitado nos mesmos tanques onde nascem os Neo-Sapiens, o que o torna semelhante a eles.
Assistir Casshern é assistir uma aventura futurística grandiosa e com cenas de ação inesquecíveis. É sensacional, vermos as batalhas violentas e sangrentas entre os personagens principais, onde ambos se ferem de forma impressionante, mas nunca desistem mostrando sempre uma motivação sobrenatural, ao melhor estilo, Cavaleiros do Zodíaco e Yu Yu Hakusho. Para você gostar do filme, você precisa entrar no espírito do mesmo, pense naquele desenho japonês ou naquele Super sentai que você gostaria de ver novamente, Casshern é isso e muito mais! Entretanto, embora a ação seja espetacular, ela está em segundo plano. Casshern não é um filme de ação.
A primeira metade do filme nos mostra o estado dos laços familiares e como esse núcleo é separado pela guerra e pela morte. Casshern de inicio deixa uma pergunta no ar: o relâmpago solidificado que dá vida aos neo-humanos poderia ser Deus? Poderia ser tecnologia alienígena? O mistério é deixado como tal, nesse ponto Casshern decepciona o espectador passivo, que não quer pensar e que precise de uma história fechada.
Em um dos muitos monólogos do filme: “Houve um tempo em que nós acreditávamos em Casshern, o espírito guardião. Talvez fosse por isso que vivíamos em paz e prosperamos durante muitos anos. Mas um dia, tudo isso mudou. A desconfiança guiava nossos movimentos. Nos esquecemos de como confiar nas pessoas… Eu acho que Casshern desistiu de nós.”
O diretor utilizou muito de metalinguagem para passar muitas mensagens na mesma cena, além de ter utilizado uma miríade de técnicas e recursos dentro do filme, como a inclusão de cenas em desenho animado. Em Casshern não existem heróis nem vilões, os papéis não só se invertem mas flutuam o tempo todo de um lado para outro. As cenas de ação são mantidas em número limitado, localizadas a partir da metade para o final, mas a pobreza quantitativa é mais do que compensada qualitativamente. O filme tem um clímax padrão, mas, acredite, é no colapso sentimental, em foco durante todo filme, que você estará prestando atenção.
Mas Casshern não é um filme perfeito, o diretor Kazuaki Kiriya exagerou em alguns elementos como as mensagens ecológicas e pacifistas. E tal como Zack Snyder o diretor de Casshern se mostra preso ao estilo videoclipe, como a edição frenética que é desnecessária em algumas cenas. Não que seja um defeito do filme mas para quem não está acostumado a cinema asiático é sempre um elemento incômodo.
Dito isso, o visual criado é gratificante, misturando arquitetura européia com mecanismos oníricos e expressionista, assim como a fotografia que pinta cada cena em cores diferentes, cada fotograma é estudado e o resultado enche os olhos. Os ângulos de câmera e as cenas de ação são puro mangá, com direito até aos personagens correndo em frente ao fundo com blur. Se você está confuso não se preocupe, o filme causa isso nas pessoas.
Cara, pensa num filme ruim! é esse, ate que o começo é legalzinho, mas chega na parte da armadura, minha nossa senhora, ô tranqueira!
Valeu a dica Setita…
salvo pelo ofídeo
@halbarad
este e ruin , mandando bala e pior !
mas pra superar os 2 so o Apanhador se sonhos (com seus dois finais alternativos!!!!!
O Artigo esta ótimo, bom demais para um filme tão ruim. E olha que até curto uma bizarrice.
Forçado até a alma, não faz nenhum sentido e a mensagem que ele tenta passar desparece no meio de um roteiro completamente inexistente.
Tem excelente efeitos e uma das melhores demonstrações sobre o que é um filme alternativo, mas é muito ruim de engloir. O curiosos é que eu tambem recomendo que seja visto. Controversa a minha opinião, Tudo bem, o filme também é.
Mas o artigo esta excelente, tanto que me deu vontade de ve-lo novamente.
Até.
*Kalango, Halbarad
Mandando bala ainda tem a Mônica Belucci (ah muleke!). Fora isso num salva mais nada mesmo. Nem framboesa de ouro ele merece.
*Mágico
O filme é ruim, mas é bom? Gostei hehehe!
o filme só é legal no começo, mas apartir que o carinha veste uma armadura eu parei de ver o filme, serio, tava massa, mas tinah que ser uma armadura, nossa vei! os aspectos interessantes só é ate o tal do carinha volta do posso de pedaços de gente, daí pra frente é trash e bizarrice sem fim, parece uma versão com altos fundos orçamentarios do jaspion e kamen rider!
Olá!
Que texto, hein? Lendo ele fiquei com muita curiosidade para ver o filme, mas tenho MUITA coisa na frente. Agora lendo os comentários vi que meus instintos estavam certos quando vi a capa deste filme na locadora: “isso só pode ser uma m* f*”. Hahahahahaha… Nada contra seu gosto Poeta, mas eu passo essa dica =D
Até and Bye…
@Cavaleiros
Esse filme é assim mesmo, tem uns que gostam, e tem outros que odeiam. Mas o filme é interessante em muitos aspectos e péssimo em outros!
A análise acima foi citando apenas os melhores aspectos do filme, e falar mal de filme “alternativo” é fácil, é como chutar cachorro morto, ninguém bota fé mesmo… Por isso a análise falando bem!
Eu tenho esse filme (original em DVD – só pra salientar). Trabalho em videolocadora e quando chegou esse filme, colocávamos para rodar nas TVs da locadora, e puts! Ninguém levava pois achava ou mórbido ou sem ação, então eu colocava na parte que ele luta com um monte de robôs, aí o filme saia
O filme é bom e intenso, só que o povão brasileiro não curte drama/ficção que não seja hollywoodiano… é uma pena, pois o cinema oriental está cada vez melhor!
Kras!!
Assisti ao trailer e, realmente, ao ler o texto deu vontade de assistir… vou procurar.