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Ars Mágica (Vol. I)

Escrito por Alieksiei Karamázov em 02/28/2011

Saudações sobreviventes da ZBC! Como havia dito na resenha de Vampiro: A Máscara que poderia fazer uma postagem sobre Ars Mágica, eis que retorno com esta resenha, mas será com uma série de postagens sobre esse desconhecido RPG. Então, aproveite a jornada… Que a Mágica não morreu!

Para os que não conhecem, Ars Mágica é um jogo de RPG ambientado na Europa Mítica, uma versão da Europa no século XIII, onde os mitos e lendas são reais (anjos, demônios, fadas, etc.). Parecido, com o  RPG Aquelarre, mas com um estilo um pouco mais fantástico. Em Ars Mágica, os jogadores interpretam principalmente magos pertencentes à Ordem de Hermes, a sociedade mágica mais poderosa da Europa. Os membros da Ordem vivem em Alianças, pequenas comunidades com meia dúzia de magos, alguns ajudantes de confiança, vários soldados e serventes.

O que distingue Ars Mágica de outros jogos é seu sistema de magia. Sem entrar em muitos detalhes, digamos que, se baseia na combinação de uma Técnica (“Criar”, “Dominar”, “Destruir”, etc.) e uma Forma (“Água”, “Mente”, “Imagens”) para formar a base de um feitiço. Assim por exemplo, uma bola de fogo seria um feitiço de “Criar Fogo” e uma dominação mental seria um feitiço de “Dominar Mente”. Além deste sistema intuitivo para classificar efeitos mágicos, existem regras para lançar feitiços espontaneamente baseando-se em fórmulas e muitas regras de “laboratório” como criar objetos mágicos, treinar aprendizes, conseguir familiares, etc.

Apesar da fama de possuir o melhor sistema de magia dos jogos de RPG, “Ars Mágica” também tem a má fama de ter uma ambientação apta apenas para catedráticos de Historia Medieval. Entretanto, nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno; o sistema de magia é muito bom e está muito bem encaixado na ambientação, mas a mesma só ficou impecável nas últimas edições.

Primeira Edição (Lion Rampant – 1987)

Em 1987, Jonathan Tweet (o mesmo de D&D 3ª edição) e Mark Rein•Hagen, dois estudantes da St. Olaf’s College de Minnesota fundaram a companhia de jogos “Lion Rampant”. Ambos eram jogadores de RPG que buscavam criar um jogo em que os magos dos contos e lendas se apresentassem de forma correta. Ou seja, não igualar a classe de personagem Mago com as demais. O mago tinha que ser mais poderoso que o restante dos pobres mortais. Jonathan Tweet e Rein•Hagen se uniram a Lisa Stevens e John Nephew, e  “Ars Mágica”, foi publicado em 1987.

As características mais importantes foram:

  • Sistema de magia: A idéia do sistema de magia criado a partir da combinação de dois elementos (cinco Técnicas e dez Formas) está no jogo desde sua primeira edição. Apesar de que ter listas de Feitiços como exemplo, deixava a possibilidade aos jogadores de criar seus próprios feitiços.
  • Estilo de jogo: Desde o principio se apresentou a idéia de Aliança (“Covenant”) como um lugar onde residiam os Magos. Os personagens principais eram os Magos, mas deixava-se lugar para os companheiros (“Companions”), pessoas com habilidades especiais que os ajudavam, como um mercador ou um músico. E finalmente, os Grogs, um termo para designar os servos e guardas que protegem os magos.
  • Sistema de resolução unificado: Em Ars Mágica tudo se resolve jogando um dado de dez faces (1d10), somando uma Característica (-3 a +3) e uma Habilidade (entre 3 e 6). Se conseguir alcançar uma dificuldade (entre 6 e 12 normalmente), obtém-se o sucesso na ação. Nessa época os sistemas de jogada básica não eram muito populares; não foi “Ars Mágica” que o inventou, mas foi um dos primeiros a utilizá-lo.

Durante o ano 1988 se realizou uma segunda impressão do jogo (com nova capa e erratas) e publicaram duas aventuras: “The Bats of Mercilla” e “The Broken Covenant of Calebais”.

The Broken Covenant of Calebais: Ao longo das edições, a aventura foi sendo republicada e atualizada. E desde sua primeira edição estão as bases mais importantes: uma exploração a uma Aliança poderosa e que agora está destruída, regras para fantasmas, inclusive um exemplo de como é uma Aliança para que os jogadores criem as suas próprias.

Em 1989, Lion Rampant publicou a segunda edição do jogo. Para alguns, a melhor edição de todas, mas isso é coisa de gente nostálgica… Voltaremos em breve falando da última edição lançada pela Lion Rampant (Segunda edição); e a primeira edição lançada pela White Wolf (Terceira edição).

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